terça-feira, 28 de novembro de 2017

Enfim, Férias - Postado por Jairo Len

Mais uma vez, voando, já estamos no fim do ano, e as férias de verão começam para a maioria das escolas. 
Todo final de ano meu movimento virtual (whatsapp, telefone) muda um pouco de característica, e sempre dúvidas muito parecidas reaparecem.
Minhas recomendações para essa época:

Em primeiro lugar, SEMPRE viaje com crianças com uma lista básica de medicamentos, aqueles de uso comum e os usados em emergências. Todos os pediatras tem suas listas para pacientes, eu também tenho a minha, disponível na Clínica Len de Pediatria. A lista básica inclui (sem nomes comerciais):
- Antibiótico de uso oral (importante para viagens ao exterior) e colírio antibiótico
- Antialérgico (à base de prednisolona) oral
- Antitérmicos habituais
- Medicamento para náuseas e enjoos 
- Medicamento sub-lingual para vômitos mais importantes (fundamental!!)
- Para as crianças que passarão 12 horas por dia no mar ou na piscina, gotas otológicas (para as otites externas)
Demais remédios habitualmente são encontrados em farmácias comuns sem grandes estresses

No voo ou no carro, recomendo ter sempre um analgésico (gotas) e remédio para náuseas (Dimenidrinato B6 em gotas), caso necessite.

Vacina contra febre amarela: para quem viaja aos países que requeiram o certificado internacional de vacinação e - principalmente - para quem viaja para o Brasil, atualmente quase 100% área de risco de febre amarela. Inclusive interior de São Paulo e Minas Gerais.

Vacina anti-tetânica: em geral as crianças até os 10-12 anos estão protegidas devido à vacinação realizada na infância. Os adolescentes e adultos devem receber reforços a cada 10 anos. Não custa nada manter esse reforço em dia. 

E...lembrar que férias são férias...
Liberar um pouco horários e evitar muitas rotinas faz parte das férias, aonde não obrigatoriamente as crianças precisam viajar para muito longe!

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Febre Amarela em São Paulo - Postado por Jairo Len

Com a morte de macacos infectados por febre amarela no Horto Florestal (Zona Norte de São Paulo), um novo pânico se instalou por aqui... Já há a tradicional corrida atrás da vacina, filas, falta de vacinas, milhares de posts nos grupos de whatsapp, etc...

Não há surto de febre amarela.

A febre amarela é uma doença muito grave transmitida ao homem exclusivamente pela picada de mosquitos. Mosquitos picam macacos infectados...transmitem o vírus para os humanos (a chamada febre amarela silvestre) e mosquitos picam humanos infectados e passam para outros humanos (a febre amarela urbano).
Macacos não transmitem diretamente a febre amarela para os humanos. Eles são o reservatório da doença.
Não acredito francamente que haverá alguma das duas formas aqui em São Paulo, porque as autoridades sanitárias estão tomando as devidas e necessárias medidas: fechar os parques e vacinar a população no entorno da área (até 1 km de distância). São medidas habitualmente eficazes nas ameaças de surtos da doença.

Sobre a vacinação individual de cada pessoa: já faz tempo que sou a favor que toda a população seja vacinada, respeitadas as regras da aplicação desta vacina. Desde o surto do início deste ano eu já orientava isso.

Sem correria, nem mesmo agora, para quem não vive nas áreas de alto risco (perto do Horto).


A vacina é aplicada em alguns postos de saúde e também na rede particular. Aqui na Clínica Len de Pediatria trabalhamos com a Stamaril, francesa do laboratório Sanofi.

- Vacina nem sempre disponível aqui e em outras clínicas...ligue antes de ir a qualquer clínica de vacinação -

Sempre é aplicada em dose única, a partir dos 9 meses de idade, e não requer reforços (uma única dose na vida).
Não apresenta efeitos colaterais mais significativos que quaisquer outras vacinas.



Parques fechados, vacinação na área.


quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Recusa de Vacinas - Postado por Jairo Len

Optamos por morar em cidades gigantes - a nossa aqui, São Paulo, com mais de 20 milhões de habitantes. Para grandes aglomerações, regras são necessárias - e a pediatra não escapa disso.

Existe um movimento irresponsável de muitos pais, inclusive com apoio de profissionais de saúde, que não vacina seus filhos... Reunidos em grupos de Facebook que, contém mais de 13 mil pessoas (segundo reportagem do Estadão), os pais trocam posts de blogs relatando, sem base científica, problemas provenientes da vacinação. Um dos mais populares é a ideia de que algumas das vacinas contribuam para o desenvolvimento de autismo. Fato já negado e comprovado que se trata de mentira.
Para lembrar o caso mais recente no mundo, esses movimentos estão sendo apontados como um dos principais fatores responsáveis por um recente surto de sarampo na Europa, onde mais de 7 mil pessoas já foram contaminadas. Lembrado que o sarampo mata 1 para cada mil doentes.

Uns não vacinam umas, outros não querem "x" vacinas... Não existe uma regra, até porque não há nada científico nisso.

Só que, diferente de dietas radicais e questões psicológicas, aonde cada um também pode fazer o que quiser - não vacinar seu filho pode acarretar problemas para as demais crianças. Os pais que optam pela lunática opção de não imunizar seus filhos podem colocar os outros em risco. Nossas leis não impedem, infelizmente, que as crianças não-imunizadas não possam frequentar as escolas...

Para que as vacinas protejam, é necessário que a enorme maioria da população-alvo seja vacinada. “Imagine se 5% da população deixar de tomar a vacina a cada ano. Isso forma um nicho de pessoas suscetíveis a doenças que, caso contaminadas, podem infectar mais gente”, alerta Guido Carlos Levi, da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

"Hoje, a ciência considera a vacina como um dos maiores avanços na história da saúde.  Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), de 2 a 3 milhões de vidas são salvas anualmente com a vacinação. “É uma das intervenções de saúde pública mais eficientes e com maior êxito”, diz a instituição em seu site. (fonte: Estadão on line)

Os números falam por si: segundo a OMS, a mortalidade mundial por sarampo caiu em 74% de 2000 a 2010, graças à intensificação das campanhas de vacinação. Já a incidência de pólio diminuiu 99% entre 1998 e 2010. Isso não foi por causa dos irresponsáveis e inconsequentes anti-vacina.

Como disse Albert Einstein, "duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, em relação ao universo, ainda não tenho certeza absoluta".

terça-feira, 30 de maio de 2017

Meningites e Outono - Postado por Jairo Len

Meningites Virais e Meningites Bacterianas

 Outono é época do ano propícia para doenças infecciosas - entre as quais as meningites. Sempre me perguntam se estamos com epidemia de meningites nesta época do ano. A resposta é não.

Meningite é endêmica no outono, ou seja, os casos aumentam naturalmente, sem suplantar o patamar anual.  Quando os números aumentam acima do esperado é que chamamos de epidemia (como foi a dengue, zika, e agora a febre amarela).

Meningite bacteriana

 As meningites podem ter duas causas, principalmente: VIRAIS e BACTERIANAS.

As bacterianas são as mais raras e graves e, ainda que existam vacinas contra elas, sempre devemos lembrar que não são 100% evitáveis. As crianças recebem rotineiramente as vacinas contra meningites bacterianas causadas por: hemófilus, pneumococos, meningococos A, B, C, W e Y.
              

Dúvida frequente: quando há um caso de meningite bacteriana na escola, há necessidade de tratamento profilático nos demais alunos? Sim, mas só quem teve contato DIRETO com o doente deve receber antibiótico profilático. Entenda-se por contato direto os colegas de classe, pais e irmãos, professora. Não devem receber a profilaxia o irmão do coleguinha de classe, o filho da professora, o sujeito que desceu no elevador junto com a criança. Não há necessidade de suspensão das aulas se houve caso de meningite bacteriana na escola, mas com frequência vemos que isso acontece.

Meningite viral


A meningite viral é causada por diversos vírus, principalmente o Adenovírus.  

Contra a meningite viral não existe vacina.
É bem mais comum que a bacteriana. De uma forma geral, é uma meningite benigna, não causando sequelas ou risco de vida. Raramente a criança é internada, porque não há necessidade de qualquer tratamento.

Quem teve contato direto com o portador da meningite viral não precisa tomar qualquer remédio. O vírus se espalha entre as pessoas, mas é raríssimo causar meningite - causa resfriados, diarreia, viroses...e em uma porcentagem baixíssima atinge as meninges causando o quadro de meningite.

De um modo geral também não se fecham escolas nem se recomenda que o restante da turma escolar não vá à escola quando há um caso.

Na dúvida, pergunte para o seu pediatra.
 
Mapa de meningite meningocócica pelo mundo. No Brasil , principalmente os tipos C e B.
 


segunda-feira, 22 de maio de 2017

A diminuição da Dengue - Postado por Jairo Len

No mar de péssimas notícias que passamos na semana passada, pelo menos algum alento na área médica...

Casos de Dengue, Zika e Chikungunya caíram vertiginosamente no Brasil em 2017, comparado aos anos anteriores.

Em relação a 2016, a queda foi:
Dengue - queda de 90,4%,
Chikungunya - queda de 68,1%
Zika - queda de 95,4%.

Em algumas áreas do Brasil houve aumento dos casos, como Chikungunya no Ceará e outros estados no Nordeste, mas os números gerais são bem interessantes. Tive alguns pacientes (de famílias cearenses) aonde ninguém da casa escapou da epidemia...

A meu ver, não foram tomadas medidas concretas para a diminuição, ainda que imagino a população um pouco mais consciente em relação aos criadouros domésticos de mosquitos. Se foi o clima, a sorte...enfim, o importante é que houve essa melhora.

Vírus Sincicial Respiratório
Vivemos (aqui em São Paulo) com uma epidemia de Vírus Sincicial Respiratório (o VSR), ainda que seja esperado para o outono. Todo outono é assim, mas eu diria que neste ano a endemia está mais para uma epidemia. Felizmente não temos visto casos mais graves, mas o índice de internações está acima do habitual.
VSR é uma doença difícil de se evitar, porque nas crianças mais velhas (acima de 2 anos) pode se manifestar como um resfriado comum, sem trazer maiores consequências, mantendo a criança em convívio social normal, e espalhando o vírus. Todos os cuidados de higiene são sempre recomendados, mas nem sempre são suficientes.


terça-feira, 11 de abril de 2017

Lugar de criança com febre é...? - Postado por Jairo Len

...Em qualquer lugar, menos na escola....

Entra ano, sai ano, e todos os outonos são iguais.
E-mails e Whatsapps das escolas falando das doenças em curso (doença mão-pé-boca, estomatite, bronquiolite, pneumonia,...).
Realmente é uma época que as doenças sempre aumentam, e a transmissão delas é quase inevitável.

Mas vejo que muitos pais ainda insistem em mandar seus filhos doentes à escola. É claro que um nariz escorrendo não pode ser um motivo de absenteísmo, mas algumas outras condições de saúde são motivos para as crianças ficarem se recuperando em casa, em repouso domiciliar, e não enfrentando a rotina escolar:

- Febre (acima de 37,2º é febre) nas últimas 24 horas,

- Sinais de estomatite (aftas na boca)
- Conjuntivite de origem infecciosa (até melhora completa)
- Vômitos nas últimas 12 horas
- Diarreia de origem infecciosa (precedida ou acompanhada de febre, dor de barriga ou vômitos)
- Qualquer tipo de falta de ar ou bronquite

Pode parecer óbvio, não? Mas vejo isso no meu dia a dia de pediatra, tanto os pais mandando seus filhos doentes para a escola, como se queixando que na escola dos filhos as crianças são mandadas doentes para a aula.
As escolas tem se preocupado muito com isso, também fazem sua parte, mas dependem ainda da sinceridade e bom senso dos pais.

Não adianta a gente correr desesperadamente atrás de vacinas (gripe, meningite B...) e imunoestimulantes, sem fazer a nossa parte.

Criança doente quer colo, não escola.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Vacina contra Gripe/Influenza 2017 - Postado por Jairo Len

Todas as clínicas particulares de vacinação receberam as vacinas contra Gripe/Influenza cepas 2017.

As vacinas disponíveis são:

Quadrivalente, da GSK, contra os Vírus A/H1N1, A/H3N2, B/Victoria e B/Yamagata, para as crianças maiores de 3 anos de idade e adultos


Trivalente, da Abbott, contra os Vírus A/H1N1, A/H3N2, B/Victoria, que pode ser aplicada a partir dos 6 meses de idade.

O governo deve realizar a vacinação contra Influenza nos postos de saúde entre os dias 10 de abril e 19 de maio de 2017.


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Ortorexia e Rita Lobo - Postado por Jairo Len

"Porque você não ensina maionese com óleo de coco e iogurte, em vez de gema e óleo?" 
1) porque não é maionese; 
2) trate seu distúrbio alimentar

Com essa resposta simples, Rita Lobo ilustrou as centenas de comentários policiadores de quem acompanha seu programa e suas receitas, sempre excelentes.
Que "distúrbio" é esse que Rita sugere tratar?
Chama-se ortorexiao termo descrito para o comportamento obsessivo patológico caracterizado pela fixação por saúde alimentar.

Todos conhecemos um ortoréxico, em geral uma mulher, que já tenha filhos (não?).
Eu, no meu dia a dia de pediatra, me deparo com inúmeros.
E olha que já está dando saudade dos só-vegetarianos.

Sempre fui da máxima que "cada um cuida da sua vida", e em alimentação mantenho isso.
Só não acho que possamos fazer isso com as crianças, em fase de conhecimento e crescimento, aonde alguns alimentos são fundamentais.
E muito menos fazer o ativismo ortoréxico, perturbar os outros com nossas crenças.

Não estou falando, obviamente, de ultraprocessados e enlatados, mas sim de alimentos milenares como arroz, pão, leite, macarrão, carne, farinha branca (toc-toc-toc).
Nem de pessoas com patologias, como a Doença Celíaca ou quaisquer intolerâncias alimentares.

Deixa a Rita Lobo colocar uma receita de maionese com óleo normal e ovos!

É certeza que a avó desse crítico, que viveu feliz até os 90 anos, nem sabia o que era óleo de coco, para a alegria da família dela, que pode confraternizar em almoços de domingo cheio de alimentos mortais, como uma macarronada com bracciola e queijo parmesão (socorro!!!!), um frango assado que não era Korin, com carne assada vermelha, um pedaço de pão italiano para fazer a "scarpetta".

Hoje uma mãe de paciente me contou que, quando há um aniversário na sala da filha, 25% das crianças (que não são doentes) são tiradas da sala na hora do bolo, porque não podem comer farinha e doces. Observação: os bolos levados tem que ser secos e sem cobertura, e não há docinhos. A menina tem 4 anos de idade. Tristes crianças.

Alimentação saudável e formação do paladar são muito importantes, não vamos confundir as coisas. Obsessão tem diagnóstico, chama-se ortorexia.

Meu único post sobre radicalismos alimentares no Facebook  da Clínica Len foi um aprendizado sobre como há pessoas muito loucas com esse assunto, grupos de mães neuróticas, irônicas, agressivas... Depois disso evitei postar, achando que o ativismo, de qualquer forma, é chato.

Mas a Rita Lobo me fez pensar no assunto.
Não vamos deixar os doentes (ortoréxicos) acabar com um dos maiores prazeres, que é comer bem, cozinhar, sentar sem culpa, mas com responsabilidade, ao redor de uma mesa.

E viva a maionese (pode ser a light?), quando fizer parte de uma boa receita. 
O mundo está cada vez mais complicado, não vamos piorar...


Quanta polêmica....


 


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Epidemia de Febre Amarela - Vacinar ou não? - Postado por Jairo Len

Dentro das inúmeras opiniões sobre vacinar ou não contra a febre amarela, devido ao surto atual em alguns estados do Brasil, achei a reportagem do Bem Estar a mais elucidativa, na forma de perguntas e respostas. Vale ler:

1. Por que este surto de febre amarela é chamado de “silvestre” e “selvagem”?
Porque os casos são registrados em regiões rurais ou de mata, transmitidos pelos mosquitos Haemagogus ou Sabethes. Por enquanto, não foi detectada a transmissão da doença pelo Aedes aegypti, mais famoso pela dengue, zika e chikungunya e por gostar das áreas urbanas.
 
2. É possível que a epidemia chegue às grandes cidades?
Sim. Uma pessoa infectada em zona rural poderá ir para uma cidade. Uma vez picada por um mosquito Aedes aegypti, o inseto poderá transmitir para outra pessoa, e assim por diante. A boa notícia é que isso não aconteceu ainda, de acordo com o Ministério da Saúde e os médicos entrevistados.
"A pessoa que vive dentro da cidade, em São Paulo por exemplo, não precisa entrar em pânico, mas é verdade que todo mundo tem que receber pelo menos uma dose da vacina [...]. Sem dúvida alguma, pessoas que têm contato com área rural ou silvestre precisam estar vacinadas", disse Marcelo Simão, consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia.
Vale ressaltar que o vírus da febre amarela não é transmitido de pessoa para pessoa,
apenas pela picada de mosquitos infectados.
"A epidemia, na verdade, está entre os macacos da mata. O homem adentrando ou estando próximo é picado pelo mesmo mosquito e adquire a doença", completou Simão.
 
3. Devo sair atrás da vacina, então?
Como o surto está concentrado fora das regiões urbanas, o Ministério da Saúde recomendou a imunização para todas as pessoas que residem em Áreas com Recomendação da Vacina contra febre amarela e aqueles que vão viajar para regiões silvestres, rurais ou de mata. Os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro estão fora da área de recomendação para a vacina.
NOTA (minha): o governo já cogita vacinar todas as crianças (não especificam faixa etária...). Qualquer região a 50 km de outra que teve casos de febre amarela é uma região aonde a população deve ser vacinada.
 
4. Quem não pode se vacinar?
Por causar reações, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não recomenda a vacina para pessoas com doenças como lúpus, câncer e HIV, devido à baixa imunidade, nem para quem tem mais de 60 anos, grávidas e alérgicos a gelatina e ovo.
NOTA (minha): *idade mínima para a vacina: 9 meses. Acima dos 60 anos de idade, depende de cada pessoa, autorizada pelo clínico geral.
 

5. Eu me vacinei uma vez, preciso me vacinar novamente?
 Atualmente o Ministério da Saúde adotou a conduta internacional, que é uma única dose da vacina, que protege pela vida toda. Portanto não há necessidade de reforços.
 
6. A doença vai se espalhar por todo o Brasil?
Depende. De acordo com os especialistas, se a população de Minas Gerais e das áreas afetadas passar por uma boa vacinação de contenção, o surto irá diminuir. Todas as pessoas residentes nas regiões dos casos devem ser imunizadas.
O Ministério da Saúde informou que todos os estados estão abastecidos com a vacina e o país tem estoque suficiente para atender toda a população nas situações recomendadas. O órgão disse, ainda, que enviou 735 mil vacinas ao estado, totalizando mais de 1 milhão de doses ao estoque de Minas Gerais.
 
7. Quais os sintomas da febre amarela?
A doença se torna aparente de três a seis dias após a infecção, de acordo com o Ministério da Saúde. Os sintomas iniciais são febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. A maior parte das pessoas apresenta uma melhora após tais sintomas.
Cerca de 20% a 40% das pessoas que desenvolvem a versão mais grave da doença (15% do total de infectados) podem morrer.