quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Recusa de Vacinas - Postado por Jairo Len

Optamos por morar em cidades gigantes - a nossa aqui, São Paulo, com mais de 20 milhões de habitantes. Para grandes aglomerações, regras são necessárias - e a pediatra não escapa disso.

Existe um movimento irresponsável de muitos pais, inclusive com apoio de profissionais de saúde, que não vacina seus filhos... Reunidos em grupos de Facebook que, contém mais de 13 mil pessoas (segundo reportagem do Estadão), os pais trocam posts de blogs relatando, sem base científica, problemas provenientes da vacinação. Um dos mais populares é a ideia de que algumas das vacinas contribuam para o desenvolvimento de autismo. Fato já negado e comprovado que se trata de mentira.
Para lembrar o caso mais recente no mundo, esses movimentos estão sendo apontados como um dos principais fatores responsáveis por um recente surto de sarampo na Europa, onde mais de 7 mil pessoas já foram contaminadas. Lembrado que o sarampo mata 1 para cada mil doentes.

Uns não vacinam umas, outros não querem "x" vacinas... Não existe uma regra, até porque não há nada científico nisso.

Só que, diferente de dietas radicais e questões psicológicas, aonde cada um também pode fazer o que quiser - não vacinar seu filho pode acarretar problemas para as demais crianças. Os pais que optam pela lunática opção de não imunizar seus filhos podem colocar os outros em risco. Nossas leis não impedem, infelizmente, que as crianças não-imunizadas não possam frequentar as escolas...

Para que as vacinas protejam, é necessário que a enorme maioria da população-alvo seja vacinada. “Imagine se 5% da população deixar de tomar a vacina a cada ano. Isso forma um nicho de pessoas suscetíveis a doenças que, caso contaminadas, podem infectar mais gente”, alerta Guido Carlos Levi, da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

"Hoje, a ciência considera a vacina como um dos maiores avanços na história da saúde.  Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), de 2 a 3 milhões de vidas são salvas anualmente com a vacinação. “É uma das intervenções de saúde pública mais eficientes e com maior êxito”, diz a instituição em seu site. (fonte: Estadão on line)

Os números falam por si: segundo a OMS, a mortalidade mundial por sarampo caiu em 74% de 2000 a 2010, graças à intensificação das campanhas de vacinação. Já a incidência de pólio diminuiu 99% entre 1998 e 2010. Isso não foi por causa dos irresponsáveis e inconsequentes anti-vacina.

Como disse Albert Einstein, "duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, em relação ao universo, ainda não tenho certeza absoluta".